Retrospectiva 2015

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2015 foi um ano de extremos; muitas coisas boas, muitas coisas ruins, que se misturam de forma intrínseca na minha mente. Eu sempre fui uma pessoa obcecada por controle; gostava de controlar cada pedacinho da minha vida, gostava de saber exatamente onde cada passo meu iria levar. Se tem algo que 2015 me ensinou é que, às vezes, por mais que você queira, tente e busque, algumas coisas só vêm no tempo que tem que ser.

Em 2015 realizei alguns dos sonhos profissionais que eu cativei por anos; lancei meu livro por uma editora bacana, respeitosa e que fez um trabalho incrível, e fui para a Bienal!!!!! E como eu sonhei com isso! Quem me conhece desde 2009, sabe o quanto eu enchia o saco falando sobre todos esses sonhos! E aconteceu! E foi muito melhor do que eu imaginava. Cansativo? Além do que eu pensei que poderia ser. Mas a cada abraço, cada sorriso, minhas energias iam sendo renovadas. E os presentes? Nunca imaginei isso acontecendo comigo; não de uma forma tão rápida. Então, leitores, amigos, obrigado!

Escrevi O Garoto quase-atropelado em 2014, e em 2015 tive que lutar, dia a dia, para não entrar em depressão. Engraçado como a vida é irônica. Em 2015 foi o ano, disparadamente, que mais aprendi como pessoa, como ser humano. Aprendi com meus erros, com meus acertos, me conheci mais, minhas limitações, meus medos, meus defeitos e qualidades. Em 2015, passei a olhar no espelho e a ver quem eu realmente era. Vou para 2016 me conhecendo melhor do que jamais senti que pudesse. Acho que entrei em 2015 um adolescente, e sinto que estou saindo homem, em atitudes, pensamentos e responsabilidades. E o melhor é que aprendi que os erros não nos definem para sempre. Todos podemos mudar. Está aí a graça da vida!

Em 2015 me mudei de casa 4 vezes. E olha que eu odeio mudanças! Em 2015 conheci pela primeira vez BH e São Paulo, e me apaixonei completamente por essas cidades; e o melhor, as conheci graças ao meu livro, graças ao meu sonho. Em 2015 fui menos à praia do que eu queria, dancei mais do que eu esperava, fiz novos amigos, e, disparadamente, aprendi a viver com a solidão – aprendi a gostar da minha própria companhia antes de gozar da companhia de outra pessoa. Em 2015 bati de carro, aprendi a subir morros, perdi o medo de dirigir. Comi muito no Burger King e ironicamente perdi 20 kilos. Em 2015 escrevi dois novos livros, conheci autores que eu amava, abracei muito, me apaixonei pela cocada da Bahia, e fui considerado por alguns blogs como a revelação literária do ano.

Em 2015, sorri um dia, chorei por outros três, me recuperei em dois, sorri em mais quatro, e voltei a chorar alguns dias depois. Em 2015 tudo se misturou; dor, tristeza, alegria e sonho. Mas é assim a vida, né? Não vou pensar em 2015 como um ano ruim. Vou pensar em 2015 como um ano de aprendizado. Eu aprendi. Eu cresci. Eu vivi.

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